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Guia para compreender o vasto mundo das criptomoedas

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As criptomoedas atraem inúmeros entusiastas devido aos ganhos consideráveis que podem proporcionar. No entanto, antes de imergir nesse universo, é essencial dominar alguns conceitos.

A importância do conhecimento básico

Imagem: Canva

Seria possível conduzir um carro sem conhecer o acelerador, o freio e a caixa de câmbio? Certamente que não. Entrar no mundo das criptomoedas é semelhante. Sem ter uma compreensão básica, a jornada se torna mais complicada, e o destino almejado, que é o lucro desejado, pode não ser alcançado. É a busca por ganhos fáceis e rápidos que tem levado muitas pessoas a investir em criptomoedas sem as informações adequadas. Por essa razão, criamos um guia para melhor compreender o mundo das criptomoedas. Vamos explorar os conceitos fundamentais da tecnologia blockchain, que é a base de tudo, desde criptomoedas até as mais recentes novidades, como NFTs e DAOs.

O conceito de “descentralização”

Começamos com um conceito fundamental do mundo cripto: a “descentralização”. O que isso significa? As criptomoedas operam sem uma autoridade central que verifique e autorize as transações. Não há sequer instituições financeiras supervisionando o processo. Essa é a essência das moedas virtuais.

Prós e contras das criptomoedas

Em contraste, no sistema financeiro tradicional, ao fazer uma transferência para um amigo, o banco verifica se há saldo na conta e só então autoriza a operação, transferindo os fundos para a conta do destinatário. Para gerir essas operações e funcionar, a instituição requer funcionários. As criptomoedas eliminam a necessidade de qualquer intermediário. Pode parecer um detalhe técnico, mas, na realidade, é um dos pilares fundamentais da tecnologia blockchain, que pode revolucionar vários setores de atividade, agilizando procedimentos e dispensando inúmeros intermediários.

Descentralização e falta de regulamentação

Ao economizar nas comissões geralmente cobradas pelos intermediários, os principais beneficiados são os usuários dos serviços. No entanto, a disrupção tecnológica também tem suas desvantagens, pois muitos desses intermediários (bancos, notários, entre outros) podem, em breve, ver seu trabalho tornar-se obsoleto. A descentralização, juntamente com a falta de regulamentação, torna o mundo cripto um espaço relativamente sem lei.

Volatilidade e a importância da regulamentação

O participante é o único responsável pela segurança de seus ativos, e, infelizmente, os ganhos elevados atraem indivíduos mal-intencionados. Como ativos, as criptomoedas são extremamente voláteis. A volatilidade pode chegar a 100 por cento. Em comparação, as ações geralmente variam entre 20 e 30 por cento. A Tesla, a empresa mais arriscada de nossa seleção, oscila em torno de 55 por cento.

À medida que as criptomoedas se popularizarem entre usuários menos familiarizados com a tecnologia, uma dose de regulamentação será, sem dúvida, benéfica. Nesse sentido, está em preparação uma norma europeia para regular os mercados de ativos cripto, o MICA (Markets in Crypto-Assets). Esse regulamento tem vários objetivos importantes, como estabelecer um quadro jurídico para os criptoativos, essencial para resolver disputas no mundo real, fornecer proteção aos usuários e investidores, garantir a estabilidade financeira e apoiar a inovação. Resta saber se o texto final do regulamento conseguirá encontrar o equilíbrio adequado entre a inovação e os demais objetivos.

Quanto valem as criptomoedas mineradas?

A capitalização de mercado é um indicador da popularidade de uma criptomoeda. Calcula-se multiplicando o número total de moedas mineradas pelo seu preço unitário. Há sempre criptomoedas surgindo e outras caindo na obscuridade, mas estas cinco são as mais dominantes.

Mapa cripto

O conceito de blockchain surgiu na década de 90 do século XX, mas somente em 2009 o inventor do Bitcoin, alegadamente Craig Wright, que usava o pseudônimo Satoshi Nakamoto, criou uma cadeia de blocos criptograficamente segura para minerar esta criptomoeda. Rapidamente, o sistema se diversificou em várias aplicações, dada sua confiabilidade, transparência e versatilidade.

Blockchain

Registro de transações em cadeia, criando um código único compartilhado por todos os participantes. Não pode ser manipulado, tornando as transações seguras e transparentes.

Registro distribuído

A tecnologia de registro distribuído (Distributed Ledger Technology) é o que permite a blockchain funcionar de forma descentralizada. Na prática, uma vasta rede de computadores independentes registra e sincroniza transações, mantendo a mesma “visão” da realidade.

Staking

Para manter a rede segura, os participantes apostam (staking) suas criptomoedas para validar as transações. Isso consome menos recursos do que o processo de mineração e, como recompensa, recebem criptomoedas.

Mineração

Minerar consiste na validação das transações pelos participantes (mineradores), gerando blocos por meio de cálculos complexos, que utilizam computadores velozes, mas que consomem muita energia. Quem adiciona o próximo bloco à blockchain recebe novas criptomoedas.

Smart contracts

Popularizados pela Ethereum nas criptomoedas, os smart contracts podem executar diversas ações, como transferir valores, registrar bens, gravar dados e gerar notificações automáticas. São sistemas de contratos integrados à blockchain, usados para executar transações ou acordos entre participantes sem a necessidade de intervenção de terceiros, empresas ou entidades.

Criptomoedas

As criptomoedas surgiram após a crise financeira de 2008, com o objetivo de criar um sistema de pagamentos descentralizado alternativo ao sistema tradicional.

Criptomoedas primárias

As criptomoedas layer one são as blockchains com redes próprias que funcionam independentemente de outras blockchains, como Ethereum, Bitcoin ou Cardano. Podemos considerá-las como infraestrutura, uma estrada sobre a qual outras aplicações podem ser executadas.

Token

Há vários tipos de tokens usados para diferentes fins (pagamentos, segurança, entre outros), mas o mais comum é funcionarem em blockchains já existentes (primárias) em vez de terem sua própria blockchain. Foi a Ethereum que tornou a criação de tokens mais comum, permitindo que alguém, mesmo sem conhecimentos muito sofisticados de programação, pudesse gerar uma criptomoeda própria em pouco tempo.

Stablecoins

São criptomoedas que mantêm seu valor em relação às moedas tradicionais (ou outras criptomoedas), uma solução encontrada para contornar a extrema volatilidade das criptomoedas, cujo valor pode mudar bruscamente em pouco tempo, desencorajando seu uso em transações devido ao risco.

NFT

Os NFTs (Non-Fungible Tokens) são marcas (tokens) colocadas em arquivos digitais que registram permanentemente na blockchain a propriedade e transações desses arquivos, tornando-os “únicos”. São certificados digitais que definem a originalidade e exclusividade de bens digitais. Mesmo que se faça uma cópia do arquivo, não possuirá o registro na blockchain.

DAO

As Organizações Autônomas Descentralizadas (DAOs) são comunidades que se organizam através da blockchain para um fim comum. Os membros adquirem tokens da DAO, que lhes dão a capacidade de fazer ou votar propostas para o funcionamento da organização. São semelhantes a ações: atribuem direitos de voto aos detentores e seu valor é indicativo do valor da organização. No entanto, as DAOs são muito mais democráticas, pois os detentores participam diretamente na governança. As possibilidades são imensas, permitindo coletivos comprarem e venderem arte digital, criarem fundos com investimentos decididos pelos membros, ou usarem uma DAO para causas beneficentes, sem alguns dos subterfúgios habituais.

DeFI

A Finança Descentralizada (DeFI) é uma área da comunidade cripto que busca criar um sistema financeiro descentralizado e aberto, sem intermediários ou autoridades que definam regras. Atividades financeiras comuns, como empréstimos, seguros e troca de criptomoedas, passam a ser possíveis em criptomoedas. A DeFI, juntamente com as stablecoins, é uma solução interessante em países com sistemas financeiros precários ou que funcionam pior, como a exclusão bancária e inflação elevada, como foi o caso de El Salvador que, há alguns meses, oficialmente introduziu o Bitcoin em sua economia. No entanto, a total ausência de regulamentação deixa o risco todo do lado do investidor, o que pode favorecer atividades ilícitas e causar incertezas devido à sua volatilidade.

WEB 3.0

A Web 3.0 é um conjunto de redes e protocolos abertos e descentralizados que oferecem serviços de armazenamento, banda larga, computação, finanças e identidade. O objetivo é criar uma nova arquitetura descentralizada para a internet, em contraposição à Web 2.0, dominada por grandes empresas como Google e Facebook. O grande atrativo da Web 3.0, segundo seus defensores, é devolver o poder aos usuários, que controlarão e se beneficiarão de seus próprios dados. Por exemplo, o protocolo Livepeer, baseado na rede Ethereum, oferece um marketplace para infraestrutura de vídeo e aplicativos de streaming.

Conclusão

Compreender o vasto mundo das criptomoedas é fundamental para aproveitar todas as suas potencialidades e evitar riscos desnecessários. A tecnologia blockchain e os conceitos aqui apresentados são a base para essa compreensão. Lembre-se sempre de pesquisar, aprender e tomar decisões informadas ao investir ou interagir com criptomoedas. O futuro financeiro está em constante evolução, e as criptomoedas desempenham um papel significativo nessa revolução digital.

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